Que tipo de homofobia você já sofreu?


Homofobia é crime, não seja cúmplice. Denuncie.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dia 28 de Junho: Orgulho de quê?

Hoje eu gostaria de conversar com vocês sobre um fato do mundo gay que muito me intriga:
"Orgulho Gay"


Pergunto a todos os os homossexuais assumidos (ou
não) se têm orgulho de declarar-se homossexual. Sim, por que, vias de fato, como se orgulhar de tão triste condição, condenável, passível de preconceito e até morte? Desde que somos descobertos, sofremos desde a repúdia da família a discriminação da sociedade. Então do que nos orgulharmos?
Abaixo citarei umas dificuldade diárias da realidade gay:

Primeiro, você guarda aquela bateria de arquivos com conteúdo LGBT na pasta de arquivos mais ocultos do pc, e um dia, acidentalmente você deixa aberto. Aí a tua mamãe movida pela curiosidade, acessa. Fez-se a bagaça! Sua identidade foi descoberta e a tua vida vira um ciclone em dias de tempestade. A família te julga uma abominação , te proíbe de sair, vigia todos os teus passos, enfim faz da tua vida um inferno de Dante. -Você se orgulha disso?

Para namorar é preciso ir à busca de um beco escuro, uma viela, um canto qualquer que sirva para umas chupadas rápidas ou um namorinho inocente (hihi). Você vê casais ditos "normais" passando abraçados e trocando beijos no meio da rua. Sobe um verdadeiro sentimento de impotência e inveja deles. -Você se orgulha disso?

Imaginemos então que você conhece o homem/mulher da sua vida, namoram há meses/anos e surge aquela vontade de juntar as escovas-de-dente e os trapinhos. Vão morar juntos, daí começa a ladainha. Vocês não são reconhecidos judicialmente como um casal por que não são "homem e mulher", teu parceiro não pode te colocar como dependente no plano de saúde, e tu não pode faltar ao trabalho se teu parceiro(a) morrer. Enfim, te são negados 78 direitos civis, dos quais o héteros gozam livremente. Você se orgulha disso?

Eu sinceramente digo com todas as letras que NÃO! Disso eu não me orgulho. E fico indignada como as pessoas podem dizer que viver uma vida assim, é questão de escolha! Ninguém escolhe sofrer, a menos que seja masoquista. Então eu vou pensar assim a partir de agora:
-Hoje, sou hétero. Amanhã serei gay. Vou perder boa parte dos amigos, perder o respeito da família, e sofrer preconceito de graça. Mas nada disso importa por que eu adoro sofrer! \o/
Não entra na minha cabeça uma coisa dessas.

Mas sabe do que eu me orgulho? Me orgulho sim, de no dia 28 de junho de 1969 vários homossexuais terem se revoltado contra a opressão, e terem deixado seu legado de luta para nós, homossexuais contemporâneos. Me orgulho de, apesar de sermos minoria, termos conseguido alguns direitos e respeito à nossa luta. Me orgulho de levantarmos uma bandeira em prol do AMOR. Me orgulho de termos representantes na política e na mídia. E agora me orgulho de estarmos lutando para criminalizar a homofobia através do PLC 122 e demais projetos. Disso eu me orgulho sim! Orgulho de lutar por um ideal de vida e um mundo menos injusto!
NÃO À HOMOFOBIA, SIM AO AMOR!



E Viva o Dia Do Orgulho Gay!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quotidiano


Hoje, infelizmente, eu ainda não posso dormir tranquila, por que a minha consciência me lembra de um irmão ou irmã sofrendo violência por ser gay. E quando eu acordo, infelizmente as notícias do jornal só servem para "contar mais um caso de homofobia" entre tantos que ocorrem pelo país. (E quanto aos que SEQUER são noticiados??) E na minha tarde, quando eu penso que vou ter um pouco de paz, até os meus próprios "amigos" largam uma piadinha ofensiva, como se fosse a coisa mais normal do mundo (e para eles é!), eu tenho de engolir em seco e fingir que está tudo bem. A noite, o sono, por vezes demora a vir, pois a memória me traz à lembrança de quem é morto por amar, e também daqueles que sofrem com a culpa de não entender por que amam o seu igual. Daqueles que, põem fim à própria vida por não suportar a dor da intolerância da família e da sociedade.
Os dias redundam no simples ato de me indignar-me com o que as pessoas fazem a quem é "diferente". Pergunto-me se algum dia isto vai mudar.

Pois, a graça de viver só existe QUANDO podemos ser quem nós somos.
E o mundo, infelizmente, ainda está bem longe disso...

O mundo precisa entender que não existem pessoas heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transexuais, travestis, intersexuais etc., as pessoas precisam compreender que existem tão somente SERES HUMANOS que desejam amar ao próximo como a si mesmo, como Jesus Cristo ensinava!



Reflita com esse vídeo, imagine-se como um gay, lésbica ou trans, repense seus conceitos e faça jus à condição de filho de DEUS que você diz pertencer!


quinta-feira, 24 de junho de 2010

LUTO!! Homofobia Levou +1


Quando uma pessoa qualquer morre, é uma perda para a sociedade. Quando uma criança morre, é um anjo que vai encontrar Deus. E quando um homossexual morre, quais são as primeiras palavras proferidas pela boca do ser humano?
É simples e curto.

-O viado tinha que morrer mesmo!

Me pergunto até quando terei de ouvir estas palavras dolorosas, e ver os meus irmãos e irmãs morrendo, tendo seus sangues derramados por conta de um ódio alheio infundado e perversamente cruel. Quantos e quantas mais, terão de ser esfaqueados, asfixiados, queimados, empalados, espancados, baleados, torturados, isto é, MORTOS, para que consigamos por um fim nesse maldito preconceito chamado HOMOFOBIA? E que as pessos insistem em levantar sua bandeira batizada pelo sangue de tantos homossexuais inocentes que apenas nutriam o desejo de viver e amar livremente, quando têm suas vidas brutalmente interrompidas pelo ódio dessas mesmas pessoas que usam a palavra de Deus como desculpa irrisória para perpetrarem seus crimes!?

Alexandre Thomé Ivo de 14 anos foi assassinado em São Gonçalo na madrugada de segunda feira por uma gangue de skinheads. Preciso dizer mais alguma coisa? Um garoto, quase uma criança! Um anjo que foi encontrar Deus por culpa da crueldade humana!
E ainda diante desse fato, há quem diga que a PL 122 visa privilegiar os gays! Tentar proteger as pessoas de serem MORTAS por sua orientação sexual é privilégio? Eu acredito que seja um DIREITO que nosso Estado VERGONHOSAMENTE nos nega pelos "princípios religiosos" de meia-pataca que ele mesmo nos faz engolir à força!

PLC 122 JÁ!!!!

Apoio da comunidade HOMOFOBIA JÁ ERA!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Patriotismo Futebolístico, vamos para frente BRasiL!

Copa do MUNDO! Oyeah, dias em que a Terra pára para apreciar um dos (senão o maior) evento esportivo do milênio, a Copa do Mundo de Futebol!
Fico pensando com os meus botões... no dia a dia, acontecem muitas coisas. As pessoas acordam cedo para trabalhar, vão às compras, pagam as contas, saem para namorar, enquanto outras estendem as mãos na calçada, implorando por um mísero centavo para sobreviver. Enfim, seguem uma rotina extremamente exaustiva. Reclamam da vida quase o tempo todo. Nada está bom, porém... quando é época de copa do mundo, ninguém se incomoda em acordar no meio da madrugada. Não há um estudante que não hesite em trocar seu tempo livre de estudo por uma bela partida de futebol na TV. Não há casais que não briguem por causa de suas divergências futebolísticas, entre várias outras coisas. Até os pedintes se deslocam de suas pontes-moradia em direção ao bar mais próximo para assistir o tão aclamado jogo do Brasil. Eles até esquecem a dor da fome. Sem contar que temos de escutar incessantemente o som uníssono de milhões de vuvuzelas que mais parecem um enxame de abelhas enfurecidas. Vemos pessoas de verde-amarelo por todas as ruas, com as mais variadas perucas e pinturas faciais, pompons de torcida e muito, mas muito patriotismo barato para dar e vender. Incrível é como conseguem esquecer da situação social assim, de repente. Isso lhe lembra alguma coisa?
A velha conhecida política romana Panis et Circus já dizia: "vamos dar diversão ao "povo" para que ele esqueça os problemas sociais!" E o melhor de tudo é que funciona. Na hora do jogo do Brasil, somos todos irmãos de coração verde-amarelo, nos esgoelamos ao gritar "GooooooooooooooooooooooooooooL" quando a bola bate na rede, e também somos os primeiros a derramar lágrimas quando o nosso time perde, como se estívessemos chorando a morte dum ente querido. Somos fanáticos também, ao ponto de machucar um outro cidadão, só por que ele não torce pelo mesmo time que nós. Ora, aonde está o patriotismo então? A vulgaridade social deturpou os valores de nacionalidade que deveríamos carregar como cidadãos BRASILEIROS. Trocando em miúdos, só sentimos orgulho de sermos brasileiros, quando estamos num estádio com zilhões de pessoas, assistindo fervorosamente a 11 homens machudos, peludos, de corpos atléticos e suados, a correr desesperados atrás de uma bola. Eu me pergunto a quê isto leva?
Há sim um lado positivo do futebol, como um esporte que fomenta a educação, a ascensão social (de alguns) e até um pouco de cultura. Porém, é o lado negativo que prevalece: Pessoas empurrando umas às outras, pisoteando-se entre em si, gastando quantidades exorbitantes de dinheiro para assistir às partidas, brigando entre si por causa de times, etc. Tanta grana que é investida para fomentar a cultura futebolística poderia ser usada para fins sociais. Mas não, o futebol tornou-se uma religião, e como tal, leva ao fanatismo de alguns (nesse caso, milhares). Vivemos em uma sociedade desigual que vira o rosto para a miséria social , ao passo que aplaude de pé um gol de um time que leva o nome de nosso país.
É isso aí, BRasil, vamos para a frente com o patriotismo fajuto filho do futebol! Alguém ainda questiona por quê somos conhecidos como o país da Bola?

E dá-lhe Pão e Circo neles!

Isadora A. Quaresma

quinta-feira, 10 de junho de 2010

12 de junho: Dia dos Namorados ou mais um dia de exclusão social?


Se já temos nosso carinho reprimido diariamente, imagine neste dia de "celebração do amor" como é, 12 de junho, o Dia dos Namorados.


Não é pessimismo meu, e até acho que muitos compartilham essa sensação comigo. Dia em que vemos casais trocando presentes e manifestações amorosas mais intensivamente do que nos dias comuns. Penso que este é também mais um dia, senão o mais cruel, de repressão, discriminação, preconceito, para alguns de nós, homossexuais, que, além dos dias normais, temos de ser obrigados a ver os "pombinhos (heterossexuais) apaixonados, celebrando o amor em praça pública, envolvidos em beijos desentupidores-de-pia calorosos, abraços apertados, ou declarando um simples, mas gozante, "Eu te amo". E além do mais, sendo elogiados pelos transeuntes, por "tamanho amor"! Ao passo que, nós, temos de nos contentar com o bom e velho gueto, a casa dos outros, ou apelar para a então conhecidíssima "amizade colorida". Dia dos Namorados é lindo, proveitoso, para quem é heterossexual. Para quem não tem que se preocupar se está sendo ou não visto pelos outros. Para quem não tem de se policiar, por que está "fechando" demais! É para quem pode olhar nos olhos da pessoa amada e dizer Eu te Amo, sem medo de represália. É para quem pode se beijar no meio da rua, dar as mãos, noivar, casar e adotar um filho. Por que para um homossexual, o Dia dos Namorados é apenas mais um dia exaustivo de manifestação da crueldade social que julga, discrimina e exclui.



Reflexão: Dia dos Namorados é realmente um dia de "celebração do amor"? Se é, por que pessoas que amam o mesmo sexo não podem também celebrá-lo?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Brasil Sem Homofobia II


Tá, eu nem entendo muito de política (rs), mas pra resumir... acabei de descobrir que existe um projeto do PT (com aliados, é claro), o "Brasil Sem Homofobia", que visa dar um "upgrade" na situação GLTB aqui no Brasil, e até pelas Américas :D

Este texto é a Justificativa do projeto, que achei muito interessante, e resume bem a trajetória LGBT brasileira! Leiam com atenção, que no final, deixarei o link para baixarem o projeto na íntegra :)

Brasil Sem Homofobia
Justificativa

Desde o início da década de 1980, assistimos, no Brasil, a um fortalecimento da luta pelos direitos humanos de gays, lésbicas, travestis, transgêneros e bissexuais (GLTB). Associações e grupos ativistas se multiplicam pelo País. Atualmente, há cerca de 140 grupos espalhados por todo o território nacional. A força do ativismo vem se expressando em diferentes momentos e eventos
comemorativos, como é o caso do Dia Mundial do Orgulho GLTB, na qual se destaca a realização das Paradas do Orgulho GLTB que mobilizam milhões de pessoas em todo o País. Esses eventos, especialmente, devem, com justiça, ser considerados como as mais extraordinárias manifestações políticas de massa desse início de milênio no Brasil.
Atuando em áreas como a saúde, a educação e a justiça, os homossexuais brasileiros organizados têm enfrentado a histórica situação de discriminação e marginalização em que foram colocados no seio da sociedade brasileira. E, para além da luta pelo reconhecimento de seus legítimos direitos civis, sociais e políticos, sua atuação tem se desdobrado em um notável engajamento no enfrentamento de graves problemas de interesse público, sendo casos exemplares de sua mobilização em torno da luta contra o HIV/aids no País e do combate à violência urbana. Em ambos os contextos, têm visto surgir uma eficiente parceria entre grupos GLTB e órgãos de saúde e de segurança pública municipais, estaduais e federais.
Não há dúvida quanto ao fato dessa luta pela cidadania estar produzindo importantes frutos. A homossexualidade foi retirada da relação de doenças pelo Conselho Federal de Medicina em 1985 (vários anos antes de a OMS fazer o mesmo) e o Conselho Federal de Psicologia, por sua vez, determinou, em 1999, que nenhum profissional pode exercer “ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas”.
Em que pese a Constituição Federal de 1988 não contemplar a orientação sexual entre as formas de discriminação, diferentes constituições estaduais e legislações municipais vêm contemplando explicitamente esse tipo de discriminação. Atualmente, a proibição de discriminação por orientação sexual consta de três Constituições Estaduais (Mato Grosso, Sergipe e Pará), há legislação específica nesse sentido em mais cinco estados (RJ, SC, MG, SP, RS) e no Distrito Federal e mais de oitenta municípios brasileiros têm algum tipo de lei que contempla a proteção dos direitos humanos de homossexuais e o combate à discriminação por orientação sexual.
O poder judiciário brasileiro apresenta-se, nos últimos anos, como um outro setor em que se percebem avanços na defesa dos direitos sexuais no País. Em certos casos, como o da extensão dos benefícios de pensão por morte e auxílio-reclusão aos casais homossexuais, determinado pelo INSS, em 2001, foram ações judiciais movidas por grupos de ativistas homossexuais que abriram caminho para mudanças legislativas. Em outros, foram abertos diversos precedentes jurisprudenciais importantes no sentido do reconhecimento do direito que os (as) homossexuais têm sobre a guarda dos filhos que criam em comum com seus companheiros ou companheiras (como foi o caso da guarda do filho da cantora Cássia Eller, após sua morte). Na área criminal, merece destaque, como marco do combate aos crimes de ódio no País, a histórica sentença proferida pelo juiz Luís Fernando Camargo de Barros Vidal, condenando os assassinos de Édson Néris, barbaramente linchado, em 2000, no centro de São Paulo, por estar caminhando de mãos dadas com seu namorado.
Ao destacar conquistas obtidas nos últimos anos, em defesa dos direitos dos homossexuais brasileiros, devemos, entretanto, reconhecer, igualmente, que a sua crescente organização e visibilidade têm permitido avaliar com mais clareza a grave extensão da violação de seus direitos e garantias fundamentais.
A violência letal contra homossexuais - e mais especialmente contra travestis e transgêneros - é, sem dúvida, uma das faces mais trágicas da discriminação por orientação sexual ou homofobia no Brasil. Tal violência tem sido denunciada com bastante veemência pelo Movimento GLTB, por pesquisadores de diferentes universidades brasileiras e pelas organizações da sociedade civil, que têm procurado produzir dados de qualidade sobre essa situação. Com base em uma série de levantamentos feitos a partir de notícias sobre a violência contra homossexuais publicadas em jornais brasileiros, os dados divulgados pelo movimento homossexual são alarmantes, revelando que nos últimos anos centenas de gays, travestis e lésbicas foram assassinados no País. Muitos deles, como Édson Néris, morreram exclusivamente pelo fato de ousarem manifestar publicamente sua orientação sexual e afetiva. Para além da situação extrema do assassinato, muitas outras formas de violência vêm sendo apontadas, envolvendo familiares, vizinhos, colegas de trabalho ou de instituições públicas como a escola, as forças armadas, a justiça ou a polícia. Pesquisas recentes sobre a violência que atinge homossexuais dão uma idéia mais precisa sobre as dinâmicas mais silenciosas e cotidianas da homofobia, que englobam a humilhação, a ofensa e a extorsão. Pesquisa realizada sobre o Disque Defesa Homossexual (DDH), da Secretaria de Segurança do Estado Rio de Janeiro, revelou que nos primeiros dezoito meses de existência do serviço (junho/1999 a dezembro/2000), foram recebidas 500 denúncias, demonstrando que além de um número significativo de assassinatos (6.3%), foram freqüentes as denúncias de discriminação (20.2%), agressão física (18.7 %) e extorsão (10.3 %).
Nesse mesmo sentido, os resultados de recente estudo sobre violência realizado no Rio de Janeiro, envolvendo 416 homossexuais (gays, lésbicas, travestis e transexuais) 6 revelaram que 60% dos entrevistados já tinham sido vítimas de algum tipo de agressão motivada pela orientação sexual, confirmando assim que a homofobia se reproduz sob múltiplas formas e em proporções muito significativas. Quando perguntados sobre os tipos de agressão vivenciada, 16.6% disseram ter sofrido agressão física (cifra que sobe para 42.3%,), entre travestis e transexuais), 18% já haviam sofrido algum tipo de chantagem e extorsão (cifra que, entre travestis e transexuais, sobe para 30.8%) e, 56.3% declararam já haver passado pela experiência de ouvir xingamentos, ofensas verbais e ameaças relacionadas à homossexualidade. Além disso, devido a sua orientação sexual, 58.5% declararam já haver experimentado discriminação ou humilhação tais como impedimento de ingresso em estabelecimentos comerciais, expulsão de casa, mau tratamento por parte de servidores públicos, colegas, amigos e familiares, chacotas, problemas na escola, no trabalho ou no bairro. Os resultados desse survey apontam, também, para o fato de as mulheres homossexuais serem mais vitimadas na esfera doméstica (22.4%), confirmando a percepção de organizações lésbicas sobre o fato de as mulheres homossexuais serem duplamente alvo de atitudes de violência e discriminação: por serem mulheres e por serem lésbicas e que, nesses casos, a violência é ainda mais grave, já que se concentra no âmbito familiar.
Outras pesquisas recentemente realizadas também revelam dados significativos em relação à discriminação sofrida por homossexuais em diferentes contextos sociais. No que se refere ao ambiente escolar, não se pode deixar de registrar alguns dados de recente pesquisa feita pela UNESCO, envolvendo estudantes brasileiros do ensino fundamental, seus pais e professores, e revelando que os professores não apenas tendem a se silenciar frente à homofobia, mas, muitas vezes, colaboram ativamente na reprodução de tal violência. Essa pesquisa, realizada em quatorze capitais brasileiras, também, revelou que mais de um terço de pais de alunos não gostaria que homossexuais fossem colegas de escola de seus filhos (taxa que sobe para 46.4%, em Recife), sendo que aproximadamente um quarto dos alunos entrevistados declara essa mesma percepção. Observam-se, ainda, grandes dificuldades na investigação de práticas de violência e discriminação que atingem gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais e, sobretudo, na efetivação de ações punitivas. Esse cenário tem sido também enfatizado por pesquisas cujos resultados apontam para a persistência nesse campo de concepções preconceituosas e equivocadas, que acabam por determinar um alto grau de impunidade, principalmente quando tratam de violência cometida contra travestis e transgêneros. Em muitos casos, agentes de segurança da justiça e de outros órgãos do Estado, a exemplo de grande parte de nossa sociedade, se mostram despreparados para lidar com a violência letal que atinge os homossexuais, o preconceito segue “vitimando” de diferentes formas, aqueles que se encontram nas prisões.

Link para leitura e download do Brasil Sem Homofobia:
bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/brasil_sem_homofobia.pdf

terça-feira, 1 de junho de 2010

É tempo de voto!



Época de eleições se aproximando. Momento de acordar cedo e ir às seções eleitorais, com a certeza ( ou não) de quem serão nossos próximos governantes. É a hora de exercer o chulo direito (eu diria obrigação) de ser cidadão: votar. Votar para escolher o próximo demagogo, persuasivo que porá as mãos nos nossos pobres e suados salários mínimos, e que para amenizar a "roubalheira", lançará uma cadeia de projetos sociais que "vão resolver a situação social do Brasil, e que, por ironia do destino, todo mundo vai gostar e apludir de pé. Isso é que é política! Votemos!

Só que o ser humano parece que às vezes não sabe usar o cérebro, ou seja., tem preguiça de pensar. Quando se fala em votar, cada um (exceto os indecisos ou os muito sábios) tem o nome do seu candidato na ponta da língua; e se deixar, eles fazem aquela panfletagem de dar nos nervos.
Se perguntados o por que daquela opção, logo vem as pérolas: Voto nele por que é pastor da minha igreja (aiii, Jisuis, apaga a luz!), voto por que gostei da cara dele (a) (WTF?! Sim, isso existe!), voto por que... por que TODO MUNDO vai votar nele! (dá-lhe Maria-vai-com-as-outras!), voto nele por que quero! (e o motivo? rs) e mais uma extensa demonstração da ignorância do povo brasileiro, no que tange à questão política. Aí tem os bonitões, que se acham o certos, quando dizem que votarão NULO! É aquela máxima: -Se ele está fodendo o país, pelo menos EU não votei nele! Uhuu! Ô coisa linda é fugir da responsabilidade! É Pilatos fazendo escola...

Eu, aos meus dezenove anos, será a primeira vez que vou votar, e sinceramente., não tenho vergonha de dizer: -Odeio política! Primeiramente, por que não entendia nada, e só via minha família se foder por causa dos impostos e mimimi, e segundo, por que nunca foi um assunto que se discutia muito no meu ambiente familiar. Hoje, depois de penetrar em discussões políticas, mesmo sem saber quase nada do assunto, eu criei a minha visão das coisas. E como faço parte de um segmento minoritário da sociedade, vejo que cruzar os braços e abaixar a cabeça não vai mudar nada. O rosto do candidato o qual vai aparecer na tela da urna, assim que eu apertar "confirma", decidirá se vou continuar a ser tratada ou não como cidadã de primeira/segunda categoria. Se vou poder beijar minha namorada na rua, sem ser recriminada. Se um dia poderei me casar com a mulher que amo, se poderei adotar uma criança. Enfim, se terei o direito de me expressar livremente, sem medo de represália. E não, não é egoísmo meu, pelo contrário, é simplesmente o desejo de mudar. E já que dependemos de colarinhos brancos para sermos considerados cidadãos, então vamos eleger colarinhos brancos que nos apóiem assumidamente sim! Fica a pergunta: Como vamos mudar a mentalidade retrógrada da sociedade, se não começarmos pelos nossos próprios líderes?